Inscrições prorrogadas até dia 29/08!

Mini-Cursos e Palestras com sorteio especiais!

A economia brasileira experimenta desde a segunda metade da década passada um ciclo de forte crescimento, depois de duas décadas de prostação. Esse resultado se deveu à dinamização do consumo das famílias decorrente dos ganhos reais de renda da população – sobretudo das classes mais baixas através das políticas de valorização do salário mínimo e de transferências sociais – e dos recordes de exportação impulsionados pela alta dos preços das commodities nos mercados internacionais e comércio com a China.

Aliado a isso, a  descoberta de reservas de petróleo na camada pré-sal em quantidade e qualidade suficientes para elevarem o Brasil à condição de grande exportador do produto completa um quadro de fatores que resulta em um ambiente de verdadeiro otimismo com relação ao futuro do país. A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 seriam, segundo essa visão, as vitrines que apresentariam ao mundo esse novo Brasil, agora caminhando a passos realmente consistentes em direção ao desenvolvimento e a uma posição de destaque geopolítico.

A despeito da generalização desse clima, alguns observadores e especialistas apontam inconsistências as quais podem no mínimo restringir as potencialidades desse ciclo virtuoso. Entre os fatores conjunturais, inflação e sobrevalorização cambial são apontados como os mais preocupantes. Existem, por outro lado, aqueles que diagnosticam limitações ainda mais graves, de caráter estrutural, à realização da promessa do desenvolvimento: o processo de desindustrialização pelo qual o país tem passado desde a década de 80; elevação da importância do setor primário na pauta de exportações nos últimos anos; deficiências sociais e políticas, tais quais concentração de renda e fundiária, elevada regressividade tributária, institucionalidades política e jurídica falhas, etc; relativa falta de autonomia do processo de acumulação nacional; infraestrutura inadequada; sistema financeiro superficialmente comprometido com o financiamento do desenvolvimento; e outros.

Diante dessa polarização de visões, discutir as características e o alcance do atual ciclo de crescimento da economia nacional torna-se procedimento de elevado interesse e relevância. Mais do que isso, é imprescindível avaliar se, uma vez que se mantenha, tal processo realmente será capaz de traduzir-se em desenvolvimento econômico e social.

Essas são as propostas de discussão da Semana da Economia 2011